Judaísmo como um ato de dissenso.

O Rabino Dr. Nathan Cardozo escreve para o Times of Israel. Um dos meus textos favoritos foi escrito por ele. “Judaísmo: um ato de rebelião” é um daqueles textos que ficaram na minha mente e até hoje me lembro de algumas frases marcantes desse material.

“Rebelião, no fim das contas, é o maior emancipador. Nós devemos quase todo o nosso conhecimento e conquistas não àqueles que concordaram, mas àqueles que discordaram. É a virtude que trouxe o Judaísmo para a realidade”, escreve o Rabino Cardozo. Avraham foi o primeiro rebelde, pense um pouco a respeito, é necessário ter uma coragem moral  enorme e uma personalidade forte para ter fé  e seguir um D’us único num mundo onde todos seguiam vários Deuses.

E o continuum intelectuo segue adiante. Passa pela Bruriah, Maimonides, Chaim Grade, Rabino Soloveitchik e continua nos dias de hoje na rebeldia do Rabino Shlomo Riskin, Rabino Ysoscher Katz e na irreverência do John Stewart e do Seinfeld. Uma das coisas que eu peço à D’us é que ele me permita ter a coragem moral, o conhecimento e a criatividade para ser um pouco do que do que esses ilustres membros do continuum intelecto Judaico foram e são.

Mas, poxa, o Judaísmo não é difícil e cheio de regras?

“Quando nós ensinamos aos nossos filhos à cumprir casher, nós deveríamos dizer a eles que isso é um ato de desobediência contra o consumismo que encoraja seres humanos a comer qualquer coisa com tanto que ela seja deliciosa. Quando nós vamos à sinagoga, nós protestamos contra a arrogância do homem quando o mesmo pensa que pode fazer tudo por si mesmo. (…) Quando celebramos o Shabbat, nós desafiamos o mundo contemporâneo que acredita que a nossa felicidade depende do quanto nós produzimos”, escreve o Rabino Dr. Nathan Cardozo.

As vezes eu penso que é fácil se entregar à ignorância, é fácil evitar fazer perguntas difíceis e é muito fácil sair da estrada da busca pela verdade para se sentar junto das outras pessoas. Contudo, o Rabino Cardozo esta certo, o Judaísmo é um ato de rebeldia, uma manifestação de protesto contra a mediocridade no nosso mundo. Se esquecer disso, é trair o Judaísmo.

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