EUA: A Geopolítica de uma Superpotência.

Durante esse semestre, eu fiz uma apresentação na faculdade sobre Geopolítica. Eu escolhi como tema da minha pesquisa, “EUA: A GEOPOLÍTICA DE UMA SUPERPOTÊNCIA”. Na minha pesquisa, eu abordei os elementos que contribuíram para os Estados Unidos se tornarem uma superpotência, a expressão do poder Americano no sistema internacional e um exemplo de geopolítica através do qual eu pudesse expressar todas as informações sobre a geopolítica dos EUA. Utilizei como parte da estrutura deste texto publicado no blog, uma adaptação da apresentação de slides que usei para explicar a minha pesquisa. No final desse material, você vai encontrar as fontes que utilizei para a pesquisa.



Geopolítica é 50% de engrenagens e 50% de Shakespeare.

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Segundo Robert Kaplan, analista de geopolítica da Stratfor e autor de vários livros de relações internacionais, ao estudar geopolítica é interessante evitar incorrer no risco de ser determinista, pois a realidade política internacional é constituída tanto pelos limites geográficos, culturais, institucionais, climáticos e de recursos naturais (engrenagens), quanto pelas ações, vontades e decisões de indivíduos (Shakespeare).

O que contribuiu para os EUA se tornar uma superpotência?

Os Estados Unidos possuem alguns elementos geopolíticos que contribuíram para que este país se tornasse uma superpotência, entre esses elementos, destacamos: história (colonização, formação de instituições e expansão para o oeste), geografia física (protegido por dois oceanos e sem distante de qualquer outra superpotência), a I e a II Guerra Mundial (favoreceu o desenvolvimento dos EUA como uma superpotência), a demografia (atrai imigrantes do mundo inteiro e possui população jovem) e a presença das melhores universidades do mundo no seu território (contribui para a expressão de soft power dos Estados Unidos).

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No quesito história, eu destaquei três momentos que chamaram a minha atenção e que, para mim, definem bem as oriigens dos Estados Unidos.

O desenho da esquerda retrata um homem chamado William Penn. O Rei Charles II tinha uma imensa divida com o senhor Penn e decidiu dar a este último terras na nova colônia – Pensilvânia. William Penn era um quaker fervoroso  e imaginou a sua colônia como um refúgio para as pessoas que quisessem fugir da perseguição religiosa. É interessante mencionar que Willian Penn estabeleceu, na sua colônia, uma organização administrativa em que ele seria o governador, mas dividiria o poder como um conselho constituído por 72 membros eleitos e uma assembleia constituída por duzentos membros eleitos. Em decorrência de sua firme crença de que todos eram iguais perante D’us, Penn fez questão de introduzir uma inovação na legislação de sua colônia, de acordo com essa legislação, as terras dos índios não poderiam ser tomadas sem pagamento.

A imagem do meio é de uma instituição de ensino que foi fundada em 1936 (quase um século antes da Declaração de Independência dos EUA ser assinada) por puritanos, muitos deles educados em Oxford e em Cambridge, e era uma instituição dedicada à educação religiosa. Um homem chamado John Harvard deixou como herança a sua biblioteca pessoal, com cerca de trezentos livros, e mais uma pequena fortuna para essa escola – que adotou o nome de Harvard College.

A imagem da direita é uma famosa pintura que retrata o Destino Manifesto da expansão para o oeste que ocorreu nos EUA. Esta expansão territorial causou o extermínio dos índios que residiam no território Americano, contribuiu para o poder Americano na geopolítica mundial e permanece, até hoje, influenciando o papel que os Estados Unidos entendem ter no mundo. Vale ressaltar que a crença no Destino Manifesto Americano (o livro que a mulher segura na imagem) fundamentava a ideia de que a expansão não uma mera acumulação de poder, mas o direito divino dos Americanos de expandir a sua presença e os seus valores para o progresso humano naquele território.

“Nenhum país desempenhou um papel tão decisivo na formação da ordem mundial contemporânea como os EUA, nem manifestou tamanha ambivalência a respeito de sua participação no processo. Imbuído da convicção de que o curso que tomasse acabaria por moldar o destino da humanidade, os EUA, ao longo de sua história, tem desempenhado um papel paradoxal na ordem mundial: se expandiu através do continente alegando um Destino Manifesto enquanto negava solenemente quaisquer propósitos imperialistas; exerceu influência fundamental em importantes episódios da história ao mesmo tempo em que negava qualquer motivação associada ao interesse nacional; e tornou-se uma superpotência enquanto desmentia qualquer intenção de pôr em prática uma política de poder.” (KISSINGER, “Ordem Mundial).

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No quesito geografia física, eu chamo atenção para, primeiramente, para o mapa da grande da direita. Quando se trata de agricultura (produção de mercadorias para consumo de modo geral), existem vários aspectos que devem ser analisados, mas o mais importante é transporte. Como você vai ler o que você produziu para o local onde vai ser consumido? Fazer isso através de estradas é mais caro do que fazer isso através do transporte marítimo. Olhe no mapa grande da direita, a estrutura de rios permite o fácil escoamento de produtos tanto para o consumo interno quanto para o consumo externo.

Chamo atenção agora para o mapa grande da esquerda, o território dos Estados Unidos dá acesso a dois oceanos, ou seja, dois continentes para escoar mercadorias e dois oceanos entre os EUA e guerras que possam vir a surgir nesses continentes. Ainda neste mapa, note que não existem superpotências próximas aos EUA.

O importante não é apenas ter um território grande, é importante também ter a sua população espalhada por este território. Veja o mapa pequeno da esquerda, as partes coloridas em tons avermelhados são os locais onde existem pessoas (cidades grande ou pequenas). Nos EUA, a população está bem distribuída e em ambas as costas.

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Veja a distribuição da população na Rússia e na China (imagem da esquerda). No caso da Rússia, quase toda a população Russa se encontra nas grandes cidades como Moscou. No caso do Canadá (imagem da direita), quase toda a sua população se encontra no sul (próximo aos EUA). No caso da Rússia e do Canadá isso ocorre, principalmente devido ao clima. Outro detalhes importante que favoreceu os EUA, o clima temperado em quase todo o território, algo que não apenas favorece que a sua população se espalhe, mas também favorece a agricultura.

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Para os realistas das Relações Internacionais, poder é poder militar. A I e II Guerras Mundiais contribuíram para que os Estados Unidos desenvolvessem um poder militar fantástico que torne este país, atualmente, a maior potência bélica. Você dúvida? Veja esses dados aqui, publicados no New York Times.

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No quesito demografia, destaco este gráfico sobre imigrações nos EUA. Os EUA não teve um período da história no qual ele recebeu imigrantes e depois não mais conseguiu atraí-los, ao contrário, picos de imigração acontecem todo o tempo. Isso contribuí para que a população dos EUA não envelheça. É importante mencionar que a previsão da pirâmide etária dos Estados Unidos aponta que a população não esta envelhecendo – como está ocorrendo na China e na Rússia. Além disso, os Estados Unidos continua a atrair para o seu território trabalhadores imigrantes qualificados.

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No quesito universidades, eu destaco o fato de que uma das formas de poder que um país pode ter no sistema internacional é o soft power. Grande parte deste “poder suave” dos EUA se origina da sua sociedade civil e das instituições desta sociedade. Entre essas instituições temos as universidades Americanas que são o berço das inovações que promovem o desenvolvimento da indústria dos Estados Unidos. Vale ressaltar que os alunos de outros países que vão estudar nessas universidades – muitas vezes – trazem consigo quando voltam para os seus pais de origem, valores Americanos.

Poder: o engajamento dos EUA no mundo.

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Um exemplo de geopolítica: O Mar do Sul da China.

Segundo Henry Kissinger, no livro “Ordem Mundial”, em três ocasiões (duas guerras mundiais e a guerra fria), os EUA socorreu a ordem internacional contra ameaças e preservou o sistema vestifaliano e o equilíbrio de poder. Henry Kissinger também nota, no mesmo livro, que a política externa americana sempre refletiu a convicção de que os princípios domésticos dos Estados Unidos eram claramente universais e que sua implementação no mundo seria algo positivo. Hoje, tanto os Estados Unidos quanto a China são pilares fundamentais da nova ordem mundial, talvez por isso que o mar do sul da China chame tanto a atenção dos principais jornais do mundo.

Mas, calma! Antes de mergulhar nesse conflito entre EUA e China, vamos refletir sobre a Ásia.

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O conflito no mar do sul da China é uma disputa territorial e jurídica envolvendo os atores regionais: China, Vietnã, Filipinas, Malásia, Brunei e outros. Essa região do mundo possui algumas ilhas (spratlys) que se encontram no coração do conflito e que são disputadas principalmente pelos Filipinos e pelos Chineses.

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Por que a China tem interesse na região? Porque a China deseja expandir o seu poder para fora da sua região. O mar do sul da china é uma região possui riquezas naturais, é uma importante rota comercial e é também fonte de alimentos para pescadores. Veja as imagens abaixo. Por que os EUA tem interesse na região? Os Estados Unidos querem manter uma ordem mundial baseada no império da lei, fazer frente à expansão da China e proteger os interesses dos seus aliados na região (evitando, assim, uma corrida armamentista entre as potências regionais).

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Seria uma disputa regional, se não envolvesse aliados dos Estados Unidos (Japão) e um importante aspecto da ordem mundial pós-segunda guerra, a liberdade de navegar em oceanos seguros. Quando duas potências se encontram em lados opostos em uma disputa regional, logo se lembra do período de tensões denominado de Guerra Fria e todos começam a pensar na possibilidade de um conflito armado. Note que não é a primeira vez que o poder militar Chinês e o poder militar dos Estados Unidos se aproximam, na verdade, os EUA e a China são duas potências que já guerrearam entre si (durante a guerra da Coréia). Além disso, esta disputa surgi no mesmo período que a China ganha destaque mundial pelo seu sucesso econômico e muitos começam a argumentar um possível declínio dos Estados Unidos, contudo Robert Kaplan e Joseph Nye em seus livros, respectivamente, “A Vingança da Geografia” e “Is the American Century Over”, nos lembram que é cedo demais para declarar o declínio total do poder americano e ascensão do “século chinês”.

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O verdadeiro desafio da China não se encontra no Mar do Sul da China, mas sim dentro da própria China. O país está envelhecendo, não tem aliados naturais na região (além de pontuais alianças estratégicas com a Rússia), metade de sua população não foi beneficiada pelo recente desenvolvimento econômico, não esta mais conseguindo sustentar um crescimento econômico de cerca de 10% ao ano, desenvolveu uma classe média educada, uma marinha fraca… Para você expandir o seu poder para fora da sua casa, antes de tudo, você precisa ter uma casa arrumada, não é o caso da China, que tem muitos problemas em casa.

Por fim, é necessário que analistas internacionais entendem a Ásia como um dos mais importantes legados do sistema vestafliano. Como Kissinger escreve no seu livro “Ordem Mundial”…

“Na Ásia, muito mais do que na Europa, para não falar do Oriente Médio, as máximas do modelo vestifaliano de ordem internacional encontram a sua expressão contemporânea – incluindo doutrinas que vem sendo questionadas por muitos no Ocidente como focadas excessivamente no interesse nacional ou insuficientemente atentas à proteção dos direitos humanos. A antiga condição colonial, é considerada como algo dotada de valor absoluto. O objetivo da política de Estado não é transcender o interesse nacional – como acontece nos conceitos atualmente em moda na Europa e nos Estados Unidos -, mas sim buscar satisfazê-los com o máximo de energia e convicção. ” (Kissinger, 2015).

Conclusão

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Fontes da pesquisa:

Joseph Nye – Is the American century over? – Foreign Policy Association – Link: https://www.youtube.com/watch?v=vdkT1ey66-g

Debate: America’s Role in the World – Atlantic Council – Global Strategy Forum – Link: https://www.youtube.com/watch?v=VKB6o_X1zQw

Joseph Nye: Global Power in the 21st Centry – Central European Univeristy – Link: https://www.youtube.com/watch?v=uAb8Z_l4aQI

Earning the Rockies: How geography shapes America’s role in the world – Center for a New American Security (CNAS) – Link: https://www.youtube.com/watch?v=6ziMYB0ID_g

The Revenge of Geography – Washington and Lee University – Link: https://www.youtube.com/watch?v=9mm4Q5il9DU

How America’s Geography Shapes Our Role in the World – Foreign Policy Research Institute – 2017 – Robert Kaplan – Link: https://www.youtube.com/watch?v=AS573eHch6k

Geopolitics in the 21st Century – Robert Kaplan – Policy Exchange UK – Link: https://www.youtube.com/watch?v=R15X0sb9qxM

The Future of American Power and Influence – Council of Foreign Relations – Speakers: Joseph Nye and Peter Zeihan – Link: https://www.youtube.com/watch?v=N7h5JoxutSM

Peter Zeihan – Idea Festival TV – 2014 – Link: https://www.youtube.com/watch?v=MIdUSqsz0Io

FORBES. Reasons Why The US Will Dominate The World Economy For The Foreseeable Future – Link: https://www.forbes.com/sites/peterhigh/2016/12/05/reasons-why-the-us-will-dominate-the-world-economy-for-the-foreseeable-future/#73f8f60f501e

FORBES. Why The U.S. Remains The World’s Unchallenged Superpower – Link: https://www.forbes.com/sites/realspin/2013/11/24/why-the-u-s-remains-the-worlds-unchallenged-superpower/#4a744e8d5b6e

South China sea tensions exposed as geopolitics (2016) – Chongyang Institute for Financial Studies – National Institute of South China Sea Studies – Link: https://www.youtube.com/watch?v=T5YZujz48Ko

MCCARTHY, Niall. How North And South Korea’s Armed Forces Compare [Infographic]. FORBES. Link https://www.forbes.com/sites/niallmccarthy/2017/04/11/how-north-and-south-koreas-armed-forces-compare-infographic/#335c8e67828b

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