Pessoas interessantes: Asnat Barazani, Sydney Newman e Isaac Bashevis Singer.

Asnat Barazani

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Asnat (1590-1670) era filha de um famoso Rabino chamado Shmuel b. Netanel Ha-Levi do Curdistão. O Rabino Shmuel Ha-Levi construiu uma yeshiva em Mosul, onde ele esperava treinar jovens rapazes que viriam a se tornar líderes e estudiosos da comunidade. Contudo, o rabino não tinha filhos homens, então ele decidiu treinar a sua filha para ser uma das melhores estudiosas de seu tempo.

De acordo com Asnat Barazini, ele foi criada com uma princesa de Israel e educada no colo de grandes estudiosos – sempre ancorada na memória de seu pai. Ele nunca pensou em outro trabalho que não fosse o estudo do sagrado.

Asnat terminou se casando com um dos melhores alunos de seu pai, o Rabino Jacob Mizhari. Ela colocou no contrato de casamento dos dois (Ketubah) a condição de que ela não seria obrigada à trabalhar em casa, e poderia dedicar o seu tempo ao estudo da Torah. O marido dela se tornou Rosh Yeshiva e Asnat esinava alguns de seus alunos durante o treinamento rabínico.

Quando o rabino Mizhari faleceu, a liderança da Yeshiva naturalmente passou para a sua viúva, que era uma das professoras. Poucas das obras textuais de Asnat tem um tamanho longo, contudo um leitor pode perceber a profundidade do conhecimento dela sobre Torah, Midrash, Kabbalah e hebraico. As cartas deixadas por ela são tão líricas quanto eruditas. Ela teve dois filhos (que se tornaram grandes rabinos) e continuo a administrar, durante toda a sua vida, a Yeshiva que seu pai criou.

Sydney Newman

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Newman (1917 – 1997) era filho de pobres imigrantes Judeus que saíram da Rússia e encontraram um lar em Toronto, Canadá. Aos 13 anos, Sydney Newman abandonou a escola, fez filmes de propaganda para o exercito Canadense durante a Segunda Guerra Mundial, e foi morar na Inglaterra em 1963. Na Inglaterra, ele inventou o Doctor Who.

O Doctor Who é um dos personagens mais incríveis da televisão e esta no ar há mais de 50 anos! De acordo com o jornalista Liel Leibowitz, da Tablet Magazine, o Doctor Who é um dos personagens mais Judaicos da história da televisão, pois ele é “incrivelmente inteligente, intergalaticamente cosmopolita, tem senso de humor e tem um compromisso de concertar o mundo, [além disso] ele está constantemente vagando, nunca em casa, [sendo] altamente dependente da memória.” O arqui-inimigo do Doctor Who é uma espécie de maquinas homicidas chamadas de Daleks – que lembram muito os Nazistas.

Sydney Newman produziu muitos outros filmes e seriados. Ele ganhou a Order of Canada, que é considerada a mais alta honraria que um cidadão Canadense pode receber. Hoje, ele é considerado uma das 50 mais influentes personalidades da história da televisão de acordo com a Broadcast Magazine.

Isaac Bashevis Singer

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Isaac nasceu no seio de uma família Judaica religiosa que vivia no pobre e superpopuloso bairro de Varsóvia, na Polônia. Seu pai era um Rabino hassidico e sua mãe era descendente de uma longa linhagem de Rabinos Mitnagdic. Em 1921, Singer começou a estudar no Seminário Rabínico de Varsóvia. Ele sonhava em se tornar um rabino como o pai, só que a vido o levou para o mesmo caminho dos seus dois irmãos. Isaac Barshevis Singer decidiu se tornar um escritor.

Depois de apenas dois anos no Seminário Rabínico, Singer emigrou para os Estados Unidos e começou a trabalhar como escritor para o The Jewish Daily Forward. Ele foi autor de várias obras marcadas pela cultura Judaica na qual nasceu, entre elas: “O Golem”, “The Family Moskat”, “Enemies: a love story” e “The Penitent and Shosha”. Singer fez a seguinte dedicatória no seu livro “O Golem”, “dedico este livro aos oprimidos e perseguidos onde quer que estejam, jovens e velhos, Judeus e não Judeus, na esperança contra a esperança de que o tempo das falsas acusações e decretos maliciosos há de cessar um dia”.

Em 1978, Singer ganhou o prêmio Nobel de Literatura. O mundo dos Judeus Poloneses no qual Singer nasceu foi destruído pela Segunda Guerra Mundial e pelo Shoah, mas, graças as palavras desse escritor, esse mundo ganha vida – com traços de melancolia e humor – novamente. Era um mundo marcado pela pobreza, pela fé cega, pelas supertições, pelo Yiddish e pelas perseguições. Isaac Barshevis foi influenciado por Espinoza, Gogol, Talmud, Dostoievsky, Kabbalah e outros.

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