[LIVRO] “Um Dry Martini para Hemingway”, escrito por Fábio Pereira Ribeiro.

Além

Quem é Fábio Pereira Ribeiro?

 

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Foto de Fábio Pereira Ribeiro / Fonte: Instituto Millenium.

 

Fábio Ribeiro é especialista em inteligência estratégica e política internacional, ele também desenvolve negócios nas áreas de educação e inteligência na África, Ásia e EUA. Fábio também já ministrou palestras no MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) e na Universidade de Columbia. Ele é articulista no blog “Brasil no Mundo” da revista EXAME, no Diário da Rússia e outros.

O livro “Um Dry Martini para Hemingway” é o primeiro romance deste autor. Fábio Ribeiro é parecido com o personagem principal do livro, Antony, pois também viaja para várias cidades e países, e também atuou no exército Brasileiro.

Sobre o livro.

 

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Foto do livro “Um Dry Martini para Hemingway” / Fonte: Nina Avigayil Lobato.

 

Antony, o personagem principal deste livro, esta em uma busca pelo significado da vida e por um futuro. A sua busca por respostas o leva à Paris. Contudo, não é apenas a beleza da cidade – e os prazeres da mesma – que o atraí, mas sim, a Paris da “geração perdida”.

O que é a “geração perdida”? Este é um termo comumente associado à um grupo de escritores Americanos que encontraram o seu auge literário na Paris dos anos de 1920. Por que “perdidos”? Eles pareciam perdidos, pois haviam herdado valores que não eram mais relevantes no mundo pós-primeira guerra mundial e se sentiam alienados em relação aos EUA do período. Entre os escritores que faziam parte dessa geração temos: Hemingway, Scott Fitzgerald, John Dos Passos, E. E. Cummings, Archibald, McLeish, Hart Crane e outros. O termo “geração perdida” é creditado à Gertrude Stein, mas foi Hemingway que o tornou mundialmente conhecido. O autor do livro, Fábio Ribeiro, tal como o seu personagem fictício principal, são apaixonados pela Paris dos loucos anos 1920.

A paixão de Antony pelos principais atores da geração perdida, principalmente por Hemingway, juntamente com o seu sentimento de deslocamento, são tão grandes que o tempo e o espaço se dobram para oferecer ao personagem as respostas que ele tanto deseja.

Hemingway aparece em um dos seus bares preferidos, na Paris atual, para ajudar Antony na sua busca por respostas, marcada por heróis literários, sexo, álcool e espiritualidade. Vários membros da geração perdida aparecem para Antony com o objetivo de contribuir para a busca por respostas do nosso personagem (algumas vezes no presente de Antony e, em outros momentos, é o Antony que os visita no passado). Além disso, os personagens reais secundários – ou seja, aqueles personagens que vivem no presente de Antony e que não são fruto de uma quebra no espaço e tempo, ou da imaginação do personagem principal, também são muito interessantes e contribuem para a caminhada de Antony em direção ao seu destino.

Este é um livro para quem curte road trip e histórias como a do filme “Meia-noite em Paris”, dirigido por Woody Allen. É uma leitura muito interessante para aqueles solitários que caminham pelas ruas das cidades que visitam no exterior simplesmente observando o mundo e as pessoas, que gostam de jazz e um bom livro. Eu gostei muito do livro “Um Dry Martini para Hemingway”, contudo acredito que muitos poderiam achar uma leitura chata.

Duas coisas me agradaram bastante neste livro: (1) a leveza do texto; mesmo quando ele tem como personagem principal alguém com um passado tão conturbado e um sentimento de confusão quanto ao presente, e (2) as descrições que o Antony faz dos ambientes nos quais ele se encontra (bares ou paisagens da cidade); porque é algo que eu faço quando eu viajo para uma cidade desconhecida. Tal como Antony, eu também gosto de sentar em um restaurante, ou em um banco, e observar o que acontece ao meu redor.

“Hemingway dizia que para escrever uma boa história, precisamos viver a vida. Naquele momento, eu estava vivendo a vida. Aquela conversa, pesada em alguns momentos, mas solta na maioria do tempo, era o viver verdadeiro. Depois de todas as viagens, das conversas, das anotações e, até mesmo, dos momentos religiosos, eu percebi o quanto a vida tem valor para ser vivida. Eu só queria viver, por mais que a morte continuasse rondando a minha mente.” (citação do livro “Um Dry Martini para Hemingway”, escrito por Fábio Ribeiro).

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