Entenda o que aconteceu em Charlottesville.

Por que a marcha ocorreu? O que aconteceu durante a marcha? Como algo assim pode acontecer no século XXI? Será o fim da democracia Americana? Os Israelenses já podem esperar uma imigração em massa de Judeus Americanos para Israel?

A marcha – cujas cenas pareciam ter saído que algum filme dos anos 1930 da Alemanha ou do sul dos EUA dos anos de 1960 -, mas que aconteceu no Estado da Virgínia, em 2017 e deixou três mortos; Heather Heyer (32 anos) e os policiais Jay Cullen (48 anos) e Berke bates (40 anos). A cidade acordou no dia 13 de agosto de 2017 ainda perdida, ainda rezando e ainda buscando por respostas.

Violência por parte de supremacistas brancos é uma novidade no sul dos Estados Unidos? Não. Após a Guerra Civil Americana ou Guerra de Secessão (1861-65), surgiu o grupo supremacista branco mais temido da história Americana, o KKK (Ku Klux Klan). Este se disseminou por vários Estados do sul no início do século passado. Eles promoviam linchamentos, enforcamentos e assassinatos de negros. Foi necessário intervenção federal, em alguns casos, para impor leis anti-segregacionistas nesses Estados e investigar membros do KKK. Grupos tais como o Ku Klux Kan são contrários aos negros, Judeus e imigrantes. Atualmente, eles também são contrários aos gays, lésbicas e à população LGBT de forma mais ampla.

O protesto – denominado de “Unite the Right” – dos supremacistas brancos e dos neo-nazistas (grupos extremamente minoritários nos EUA e constantemente investigados pelo FBI) se deu porque havia um plano do Estado de retirar a estátua que homenageava Robert E. Lee da praça local. Quem é Robert E. Lee? Este foi o general do exército dos confederados durante a guerra civil Americana e era um dos principais defensores da escravidão (base da economia dos Estados do sul dos EUA na época e parte da cultura desses Estados). O General Lee é um ídolo do sul derrotado, tonando-se um símbolo de honra em meio a angústia, a amargura e inquietude do sul pós-guerra civil. Hoje, ele é um grande símbolo da herança sulista nos Estados Unidos.

O protesto contou com bandeiras dos confederados, bandeiras neo-nazistas, gritos racistas (“A negra está assustada”), homofóbicos (“Suma daqui, viadinho”) e antissemitas (“Judeus não vão nos substituir”). Esses grupo encontrou um grupo de ativistas, entre os quais haviam ativistas da antifa, (um grupo de extrema-esquerda e anti-fascista que declaram oposição a todas as formas de racismo e sexismo, bem como às políticas do governo Trump contra a imigração e a entrada de muçulmanos nos EUA), que tinham como objetivo parar o protesto em favor da preservação da estátua de Robert Lee. Este grupo de ativistas carregava bandeiras do “Black Lives Matter” e gritava “Não ao Trump! Não ao KKK! Não ao fascismo nos EUA!”. O encontro entre os dois grupos terminou em um confronto sangrento no qual três pessoas morreram e dezenas de pessoas ficaram feridas. Muitos analistas mencionam o fato de que houveram falhas no policiamento local, o que contribuiu para o cenário de violência.

Talvez alguns brasileiros achem curioso/chocante dois elementos desse protesto: (1) o fato de que haviam pessoas, no protesto “Unite the Right”, que portavam armas visíveis e (2) a exposição de bandeiras nazistas e bandeiras dos confederados, gritos antissemitas e racistas. Na Virginia, quem tem porte de armas e determinados tipos de licença pode circular pelas cidades exibindo o armamento. A combinação da primeira e da segunda emendas da constituição Americana dão direito ao porte de armas e a liberdade de expressão, além de decisões judiciais tomadas nas cortes Americanas, oferecem proteção à esses indivíduos no que tange à manifestação e expressão de suas ideias, e no que tange à liberdade de passar tais valores aos seus filhos.

“Em um caso proeminente, o Supremo americano invocou a Primeira Emenda para garantir o direito de um grupo neonazista de protestar na cidade predominantemente judia de Skokie, Illinois, portando suásticas. Há diversos grupos neonazistas nos EUA, incluindo o Partido Nazista Americano e o Movimento Socialista Nacional (NSM, sigla em inglês). O mais visível deles, porém, é a Aliança Nacional (NA), cujo braço Vanguard America participou dos eventos em Charlottesville”, segundo a BBC.

É sempre relevante mencionar: esses grupos são minoritários nos Estados Unidos.

Por que vimos uma marcha de supremacistas brancos e neo-nazistas gritando que odeiam grande parte da população dos Estados Unidos? Dois motivos: primeiro; não existem apenas pessoas boas que acreditam na paz mundial no mundo, existem também os canalhas, segundo; os EUA é a terra da liberdade, assim como os neo-nazistas tem o direito de expressar suas crenças de que eu não presto porque sou Judia, eu tenho o direito de expressar a minha crença de que eles são imbecis. Contanto que eles não matem ninguém, eles tem o direito à liberdade de expressão – mesmo que, na maioria dos casos, o que eles tem à dizer me choque!

Os confrontos entre os que marchavam a favor da preservação da estátua e os que marchavam contra a preservação da mesma terminaram em confronto, feridos e mortos. Um homem dirigiu um carro e o utilizou para atropelar Heather Heyer e outros, deixando 19 feridos. Este homem, Fields, foi identificado com um neo-nazista, segundo um professor dele de faculdade, o rapaz tinha fascínio pelo nazismo e idolatrava Hitler. Ele estava com um grupo de supremacistas brancos algumas horas antes de cometer o ataque terrorista. O Fields foi preso pela polícia e está sob investigação por parte do FBI (Polícia Federal Americana).

Existe uma comunidade Judaica em Charlotteville. Durante o final de semana no qual centenas de supremacistas brancos se reuniram na cidade para realizar a  marcha em questão, a comunidade Judaica local pediu proteção policial, contudo as autoridades locais negaram tal auxílio em decorrência do fato de que eles precisavam de toda a força policial disponível para lidar com os indivíduos que iriam marchar. Pela primeira vez na história dessa comunidade, eles contrataram seguranças armados. Segundo Alan Zimmerman, presidente da Congregação Beth Israel naquela cidade da Vírginia, houveram passeatas neo-nazistas na frente do prédio da sinagoga, com gritos antissemitas e exibição de bandeiras nazistas, segundo o que ele descreveu, parecia cena da Alemanha Nazista. Ainda segundo Zimmerman, as ameaças não foram apenas físicas, mas também online. Ele ficou sabendo que websites neo-nazistas haviam postado pedidos para que queimasse a sinagoga da comunidade Judaica local. Em decorrência dessas ameaças, a comunidade tomou precauções tais como a retirada de rolos da Torah e outros livros do prédio da sinagoga. “Esse é os Estados Unidos em 2017”, escreveu Alan Zimmerman. Não houveram notícias com relação a destruição de propriedades privadas ligadas à membros da comunidade Judaica, a sinagoga permanece intacta e nenhum membro da comunidade Judaica local foi fisicamente agredido.

Os canais HBO e Vice fizeram um documentário sobre os supremacistas brancos e neo-nazistas que fizeram parte da marcha. Neste documentário, uma repórter acompanha a movimentação desses grupos e entrevista vários indivíduos que fazem parte dos mesmos. É possível observar que: (1) as ideias dos supremacistas brancos dos EUA não mudaram tanto desde o século XVIII, (2) eles postam armas e não tem vergonha de mostra-las, (3) eles defendem o direito deles à liberdade de expressão e (4) eles têm sonhos completamente loucos do tipo a criação de um Estado étnico para brancos dentro dos EUA. Uma das coisas que mais chamaram atenção neste documentário foi a crítica de dois indivíduos, um supremacistas branco e outro neo-nazista, ao relacionamento da filha do Presidente dos EUA, Ivanka Trump, com o Jared Kushner.

“Nós condenamos, nos termos mais fortes possíveis, esta exibição flagrante de ódio, fanatismo e violência de muitos lados, de muitos lados” – Presidente Donald Trump.

O presidente Americano, Donald Trump, condenou a violência que aconteceu no Estado de Virginia, mas falhou em mencionar “supremacistas brancos” e preferiu afirma que existiam “muitos lados” culpados. Essa relutância em definir os indivíduos que carregavam tochas, bandeiras dos confederados e bandeiras nazistas, como “supremacistas brancos” aborreceu várias pessoas, incluindo membros do partido Republicano e membros do partido Democrata.

“Senhor presidente, devemos chamar o mal pelo seu nome. Eram supremacistas brancos e isso se chama terrorismo doméstico” – Senador Cory Gardner, Republicano, Estado do Colorado (Twitter).

“Eu coloco a culpa em um monte de coisas que estão acontecendo na América hoje mesmo, na porta da Casa Branca e nas pessoas ao redor do presidente” – Prefeito de Charlottesville, Michael Signer, Democrata.

“Senhor presidente, devemos chamar o mal pelo seu nome. Eram supremacistas brancos e isso se chama terrorismo doméstico” –   Senador Cory Gardner, Republicano, Estado do Colorado (Twitter).

Grupos Judaicos tais como Union for Reform Judaism, Anti-Defamation League, o Conselho Rabinico Americano e The American Jewish Committee, condenaram fortemente, a manifestação de neo-nazistas e supremacistas brancos.

“A ideia que, nos nossos tempos, nós pudéssemos ver uma bandeira nazista – talvez o mais cruel símbolo do antissemitismo – exibidos nas ruas da melhor  democracia e o nosso mais adorado aliado de Israel, é quase inacreditável”, disse o Presidente do Estado de Israel, Reuven Rivlin. Essa declaração do Presidente Rivlin veio após crítica aos líderes Israelenses por não se manifestarem sobre o tema da violência em Charlottesville.

O ex-embaixador dos EUA em Israel, Dan Shapiro, também criticou o Presidente dos EUA em decorrência da afirmação do último que os dois lados são culpados.

Os dois presidentes Bush, George H. W. Bush e George W. Bush, emitiram uma declaração oficial sobre o tema. “A América sempre deve rejeitar a discriminação racial, o antissemitismo, e todas as formas de ódio. Enquanto nós rezamos por Charlottesville, nós somos obrigados a nos lembrar das verdades fundamentais gravadas pelo mais proeminente cidadão daquela cidade na Declaração de Indepedência: nós somos todos criados iguais e agraciados pelo nosso Criador com certos direitos inalienáveis. Nós sabemos que essas verdades são eternas porque nós já vimos a decência e a grandeza do nosso país”, declararam os Bush.

A relutância do Presidente Donald Trump de “dar nome aos bois” e chamar supremacistas brancos de supremacistas brancos, bem como de chamar de terrorismo o que é terrorismo (o caso do rapaz que utilizou um carro para matar pessoas nos protestos da antifa), chamou a atenção daqueles que acompanham o Twitter do Presidente Trump. Muitas pessoas e um amplo espectro da imprensa Americana criticaram a falta de clareza moral do Presidente em um momento difícil para o país. O Presidente Trump é uma espécie de Nixon, portanto, um alvo fácil para essas críticas. Além disso, jornais e revistas lembraram que o atual momento de divisão política contribuíram para o episódio de Charlottesville.

Nesta terça  (15 de agosto de 2017), o Presidente Trump fez outra declaração. Nesta, ele culpou ambos os lados pela violência e mencionou publicamente “supremacistas brancos” e “neo-nazistas” como envolvidos. “Você teve um grupo de um lado que era ruim e você teve um grupo do outro lado que era também muito violento, e ninguém quer dizer isso, mas eu vou dizer isso agora”, disse o Presidente Americano. Contudo, ele ainda sim recebeu críticas.

Segundo o jornal Washington Post, “O presidente Trump fez mais nesta terça que simplesmente traçar um equivalente moral entre aqueles que marcharam com tochas e os ativistas de esquerda que entraram em confronto com eles em Charlottesvile, Va. Ele renunciou o que presidentes de Roosevelt à Reagan consideravam como um dever cardinal do seu trabalho: definir um curso moral para unir a nação”.

“Como representantes do partido cujo fundador, Abraham Lincoln, quebrou os grilhões da escravidão, e [como representantes] de uma organização que muitos dos seus membros tem uma experiência pessoa com a desumanidade do Holocausto Nazista, nós declaramos inequivocamente a nossa rejeição em relação a esses hatemongers”, declararam os líderes da Republican Jewish Coalition.

Os protestos de supremacistas brancos no sul dos EUA e os discursos deles causaram um grande choque entre as comunidades Judaicas nos EUA. As cenas de Charlosteville lembraram os Judeus Liberais (ou não-ortodoxos) da luta pelos direitos civis dos negros e dos ensinamentos sobre audácia espiritual do Rabino Heschel. Ao mesmo tempo, muitos Judeus Ortodoxos tiraram um momento para fazer uma auto-reflexão pelo fato de que muitos dos membros das comunidades Ortodoxas dos EUA apoiam o Presidente Trump.

Uma das minhas escritoras favoritas, a Judia Ortodoxa Avital Chizhik-Goldschmidt, escreveu um texto intitulado “Why Won’t Orthodox Condemn Trump’s Ties to white Supremacists After Charlottesville”. Nesse texto, publicado pelo The Jewish Daily Forward, Avital destaca o silêncio da Agudath Israel (organização de Judeus ultra-ortodoxos) sobre os acontecimentos em Charlottesville, bem como tenta analisar a ausência de críticas por parte de Judeus Ortodoxos de direita em relação ao Trump e a exibição de antissemitismo que ocorreu em Virgínia.

Eu fico um pouco relutante em jogar toda a culpa da violência que tomou conta de Charlottesville no Presidente Americano, Donald Trump, e no atual clima político dos EUA – apesar de acreditar que ele poderia ter condenado de forma mais contundente os supremacistas brancos.

Por que eu fico relutante em colocar toda a culpa no Presidente e no atual clima político dos EUA? Primeiro; porque o Presidente Trump condenou a violência e o ódio visto no confronto entre os dois grupos, segundo; porque a violência surgiu de um confronto entre os dois grupos de manifestantes (logo, o Presidente estava certo ao condenar a violência dos muitos lados), terceiro; porque manifestações de indivíduos de extrema direita são parte da história do sul dos Estados Unidos desde o século XIX (ou seja, não surgiu a partir das campanhas à presidência dos então candidato Donald Trump) e quarto; houveram falhas no policiamento, na cidade de Charlottesville e isso contribuiu para o confronto entre os dois grupos.

Para evitar mais conflitos, Baltimore retirou a estátua do General Robert Lee na madrugada do dia 16 de outubro de 2017. “Já está feito. Tinham que cair. O que me preocupava era a segurança da nossa gente, e por isso atuamos o mais rápido possível”, disse a prefeita de Baltimore, Catherine Pugh, segundo o jornal local The Baltimore Sun. Note que as autoridades locais já haviam decido pela retirada da estátua e o protesto “Unite the Right” se deu para evitar a retirada da mesma.

Existem cerca de 1.000 monumentos dos Confederados espalhados por 31 Estados. Alguns alegam que estes monumentos deixam pessoas desconfortáveis por homenagearem pessoas ligadas à escravidão, segregação e preconceito. Resta a pergunta, deve-se destruir todos eles ou preservar alguns deles para o ensino dos erros históricos que uma sociedade pode cometer?

Quando questionado sobre a retirada das estátuas, o Presidente Trump, em uma entrevista coletiva, questionou “Vamos retirar as estátuas de George Washington? E de Thomas Jefferson? O que lhes parece? Porque ele tinha muitos escravos”.

Charlottesville, na Virgínia, viveu mais um episódio do que restou da Guerra Civil dos Estados Unidos. Não é o fim da democracia Americana e não espere uma onda gigante de emigração Judaica dos EUA para Israel (veja os dados do Pew Research sobre a comunidade Judaica Americana nas fontes).

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Destaco!!

Forward Magazine, “O que é um jornalista Judeu viu em Charlottesville”, Link: <http://forward.com/news/379780/what-a-jewish-journalist-saw-in-charlottesville/>

Forward Magazine, “Minha família é composta por Judeus e Negros. Escrevo aqui o que Charlottesville significa para mim”, Link: <http://forward.com/opinion/379779/my-family-is-black-and-jewish-heres-what-charlottesville-means-to-me/>

Tablet Magazine, “Mother Land”, Link: <http://www.tabletmag.com/jewish-news-and-politics/234603/mother-land>

The Jewish Daily Forward, “Why Won’t Orthodox Condemn Trump’s Ties to White Supremacists After Charlottesville?”, Link: <http://forward.com/opinion/379908/orthodox-trump-white-supremacists-charlottesville/>

Tablet Magazine, “Was Nazi Germany Made In America?”, Link: <http://forward.com/fast-forward/380263/israel-will-revoke-al-jazeera-reporters-credentials/>

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Fontes:

Washington Post, “Charlottesville hopes to wash away the stains of hate”, Link: <https://www.washingtonpost.com/local/charlottesville-hopes-to-wash-away-the-stains-of-hate/2017/08/13/3b491128-7eb7-11e7-a669-b400c5c7e1cc_story.html?utm_term=.27d8f73e816e>

Washington Post, “Alleged driver of car that plowed into Charlottesville crowd was a Nazi sympathizer, former teacher says”, Link: <https://www.washingtonpost.com/local/one-dead-as-car-strikes-crowds-amid-protests-of-white-nationalist-gathering-in-charlottesville-two-police-die-in-helicopter-crash/2017/08/13/3590b3ce-8021-11e7-902a-2a9f2d808496_story.html?utm_term=.09c4b30bf741>

Revista Veja, Mundo, “Trump culpou “vários lados” pela violência em Charlottesville”, Link: <http://veja.abril.com.br/mundo/trump-culpou-varios-lados-pela-violencia-em-charlottesville/>

BBC Brasil, “Intolerância, racismo às claras e fuzis à mostra: O que vi (e senti) no maior protesto movido pelo ódio em décadas nos EUA”, Link: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40918594>

Britannica, “Robert E. Lee”, Link: <https://www.britannica.com/biography/Robert-E-Lee>

BBC Brasil, “A extrema-direita está em ascensão nos EUA?”, Link: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40916727>

BBC Brasil, “Sou nazista, sim”: O protesto da extrema-direita dos EUA contra negros, imigrantes, gays e judeus”, Link: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40910927>

Forward Magazine, “Jewish Groups Condemn Charlottesville Violence, Trump’s Response”, Link: < http://forward.com/news/breaking-news/379795/jewish-groups-leaders-condemn-charlottesville-violence-trump-s-condemnation/ >

Times of Israel, “Why won’t Donald Trump condemn white”, nationalism?”, Link: <http://www.timesofisrael.com/why-wont-donald-trump-condemn-white-nationalism/>

Washington Post, “White House confronts backlash over Trump’s remarks on Charlottesville”, Link: <https://www.washingtonpost.com/politics/white-house-confronts-backlash-over-trumps-remarks-on-charlottesville/2017/08/13/de027622-8036-11e7-ab27-1a21a8e006ab_story.html>

NBC News, “Charlottesville Faces Its Own Past After Rally Turns Deadly”, Link: <http://www.nbcnews.com/news/us-news/charlottesville-faces-its-own-dark-past-after-rally-turns-deadly-n792166>

BBC Brasil, “Quem são os antifas, grupos que está em pé de guerra com os neonazistas nos EUA”, Link: <http://www.bbc.com/portuguese/internacional-40942701>

Revista Veja, “Para evitar conflito, Baltimore retira estátua na calada da noite”, Link: <http://veja.abril.com.br/mundo/para-evitar-conflito-baltimore-retira-estatua-na-calada-da-noite/>

New York Times, “Unlike his predecessors, Trump steps back from a moral judgment”, Link: <https://www.nytimes.com/2017/08/16/us/politics/trump-charlottesville-moral-neo-nazis.html>

Times of Israel, “Republican Jewish Coalition calls for ‘greater moral clarity’ from Trump, Link: <http://www.timesofisrael.com/republican-jewish-coalition-calls-for-greater-moral-clarity-from-trump/>

Times of Israel, “Former US embassador blasts Trumps Charlottesville remarks”, Link: <http://www.timesofisrael.com/former-us-ambassador-blasts-trumps-charlotesville-remarks/>

Washington Post, “How statues of Robert E. Lee and other Confederates got into the U.S. Capitol”, Link: <https://www.washingtonpost.com/news/retropolis/wp/2017/08/16/how-statues-of-robert-e-lee-and-other-confederates-got-into-the-u-s-capitol/?utm_term=.263516460336>

Times of Israel, “Rivlin: Israel stands with US Jews after Charlottesville rally”, Link: <http://www.timesofisrael.com/rivlin-israel-stands-with-us-jews-after-charlottesville-rally/>

Times of Israel, “Charlottesville: A renewed call for moral grandeur and spiritual audacity”, Link: <http://blogs.timesofisrael.com/charlottesville-a-renewed-call-for-moral-grandeur-and-spiritual-audacity/>

The Jewish Daily Forward, “My Fellow Orthodox Jews: Admit You Were Wrong About Trump”, Link: <http://forward.com/opinion/380128/my-fellow-orthodox-jews-admit-you-were-wrong-about-trump/“>

The Jewish Daily Forward, “Will Jared and Ivanka Seize Their ‘Mordechai And Esther’ Moment To Rein In Trump?”, Link: < http://forward.com/fast-forward/380202/will-jared-and-ivanka-seize-their-mordechai-and-esther-moment-to-rein-in-tr/ >

Revista Veja, “Entenda as origens dos grupos extremistas de direita americanos”, Link: <http://veja.abril.com.br/tveja/estudio-veja/entenda-as-origens-dos-grupos-extremistas-de-direita-americanos/>

Times of Israel, “Ivanka and Jared targeted with vivid anti-Semitic rhetoric in ‘Vice’ doc”, Link: <http://www.timesofisrael.com/ivanka-and-jared-targeted-with-vivid-anti-semitic-rhetoric-in-vice-doc/>

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Washington Post, “How statues of Robert E. Lee and other Confederates got into the U.S. Capitol”, Link: <https://www.washingtonpost.com/news/retropolis/wp/2017/08/16/how-statues-of-robert-e-lee-and-other-confederates-got-into-the-u-s-capitol/?utm_term=.263516460336>

Times of Israel, “Rivlin: Israel stands with US Jews after Charlottesville rally”, Link: <http://www.timesofisrael.com/rivlin-israel-stands-with-us-jews-after-charlottesville-rally/>

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The Jewish Daily Forward, “Will Jared and Ivanka Seize Their ‘Mordechai And Esther’ Moment To Rein In Trump?”, Link: < http://forward.com/fast-forward/380202/will-jared-and-ivanka-seize-their-mordechai-and-esther-moment-to-rein-in-tr/ >

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Times of Israel, “Ivanka and Jared targeted with vivid anti-Semitic rhetoric in ‘Vice’ doc”, Link: <http://www.timesofisrael.com/ivanka-and-jared-targeted-with-vivid-anti-semitic-rhetoric-in-vice-doc/>

Pew Research, “A Portrait of Jewish Americans”, Link: <http://www.pewforum.org/2013/10/01/jewish-american-beliefs-attitudes-culture-survey/>

Newsweek, “CHARLOTTESVILLE POLICE REFUSED TO PROTECT SYNAGOGUE FROM NAZIS, SO JEWISH COMMUNITY HIRED ARMED SECURITY FOR FIRST TIME”, Link: <http://www.newsweek.com/charlottesville-police-refused-protect-synagogue-nazis-so-it-hired-armed-651260>

JTA, “Charlottesville Jewish community hires security”, Link: <https://www.jta.org/2017/08/14/news-opinion/united-states/following-far-right-attack-charlottesville-jewish-community-hires-security-guards>

Um comentário sobre “Entenda o que aconteceu em Charlottesville.

  1. Sugiro a leitura de uma outra versão, muito mais próxima da realidade e abafada pela mídia esquerdista. Lembrando que: 1- a KKK é de ESQUERDA, foi fundada por DEMOCRATAS, financiada e alimentada por DEMOCRATAS. 2- O fato é que os “supremacistas brancos” eram minoria na manifestação que foi iniciada por cidadãos comuns, em desacordo com a proposta de retirada da estátua, por um membro dos “supremacistas negros” (Black Lives Matter também “judeus fóbicos”), amplamente apoiados pela ESQUERDA Democrata.
    3- O pivô de tudo foi: o prefeito DEMOCRATA que desrespeitou o direito constitucional dos manifestantes, cidadãos comuns (repito) e DEMOCRATAS que incentivaram a vinda de grupos de FORA para gerar o confronto.
    4- Quanto ao Donald Trump, desnecessário dizer, que depois de 8 anos de Obama prejudicando os judeus, finalmente os EUA têm um governo amigo de Israel.
    5- Qual será o próximo absurdo? Vão tirar também as homenagens à Thomas Jefferson, fundador da cidade de Charlottesville, porque teve quase 200 escravos? Ou outros tantos, que embora tenha sido escravagistas, lutaram pela libertação dos escravos contra os DEMOCRATAS?
    https://medium.com/@leandroruschel/o-que-realmente-aconteceu-em-charlottesville-e-a-ess%C3%AAncia-da-esquerda-cdc2c5ba5569

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